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No auditório da Universidade de Buenos Aires realizada a abertura do III Encuentro de Magistrados de la Comunidad Andina e del Mercosur. Após as palavras do Presidente do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul, o Diretor Geral da EJAL proferiu eloquente discurso difundindo a União das Nações da América do Sul, ressaltando o avanço qualitativo da alteração do marco teórico de mercado para União das Nações, posto que os cidadãos e o meio ambiente precedem o mercado que deve existir em função da qualidade de vida das nações.
Ressaltou a importância da harmonização das legislações ambientais, das relações de consumo e de uma cidadania cosmopolita de acordo com a tradição histórica da América Latina, sem xenofobia, com um mercado que tenha como escopo o estabelecimento de relações comerciais e industriais entre os cidadãos do continente sul americano que não podem ser apenas operários da multinacionais dos países ricos.
Enfatizou, ainda, a questão de que a maior reserva de água potável do planeta está no continente sul americano, sendo certo que as nascentes da bacia amazônica se encontram em países que não o Brasil, onde tem sua maior extensão, o que implica na necessidade de uma regulamentação transnacional entre os países banhados por tais águas. O Dr. Ricardo Vigil Toledo tecnicamente demonstrou que urge um Tribunal da Unasul, com competência em matéria de cidadania e meio ambiente. O Presidente da Corte Suprema da Argentina, um ambientalista reconhecido internacionalmente, irmanou-se no discurso da Escuela Judicial de América Latina defendendo uma justa defesa do meio ambiente, como precedente ao mercado e discorreu a respeito, inclusive, de propostas de privatização das águas, do que emitiu seu parecer em sentido contrário.

Jorge Fontoura, Presidente do Tribunal do Mercosul, Ricardo Vigil Toledo, Presidente do Tribunal de Justiça da Comunidade Andina, Presidente da Suprema Corte Argentina Ricardo Lorenzetti e Fagundes Cunha, Diretor Geral da Escuela Judicial de América Latina
A Escuela Judicial de América Latina inseriu na pauta das discussões a questão ambiental e a cidadania latinoamericana como antecedentes do mercado e um modelo jurisdicional de tribunal, preservando a tradição latino-americana de respeito ao três poderes: executivo, legislativo e judiciário.
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